Home
Produtos
Artistas
Novidades
Eventos
Sobre
Cadastro
Endorsee D’Addario Michel Leme fala sobre novo álbum
por: Redação em: 07.05.2010 Enviar para um amigo   Versão para impressão

Musical Express: Conte como foi gravar com dois bateristas e como surgiu essa ideia.
Michel Leme:
Comecei a tocar o repertório desse disco em 2008 com o Bruno Migotto (baixista) e o Bruno Tessele (bateria) sem ensaios prévios. Os caras conheciam as músicas tocando ao vivo. Depois o Tessele teve que se ausentar um tempo e eu continuei tocando os temas novos até com a formação do disco anterior “Michel Leme & A Firma” (disco já esgotado e que também teve apoio cultural D’Addario). Nesse meio tempo, também comecei a tocar com o Wagner Vasconcelos (baterista) junto com o Migotto, formação que fez a primeira sessão de gravação do “5°”, que aconteceu no Estúdio Cantareira em setembro de 2009. Uma semana antes da segunda sessão, realizada no auditório da EM&T em outubro, recebi um telefonema do Bruno Tessele dizendo que estava na área novamente, aí tive a idéia de gravar com duas baterias. Em seguida, avisei os caras por telefone e, na sexta-feira seguinte, o Bruno Tessele foi apresentado ao Waguinho na sessão de gravação. Eles não tiveram tempo de preparar nada, o que considero que trouxe algo muito honesto ao som. Sempre tive vontade de tocar com dois bateristas ao mesmo tempo e deu certo nessa oportunidade, curti muito.

Musical Express: Como é trabalhar com o improviso na hora da gravação?
Michel Leme:
O som que tocamos tem um componente de improvisação que é vital, já que as situações de mais expressão musical acontecem quando todos estão se ouvindo e reagindo em prol do grupo, construindo música sobre o que está acontecendo realmente no momento. O que tocamos não é algo que se faz uma vez e se repete para sempre, muito pelo contrário: se algo dá certo numa ocasião, provavelmente não vai dar certo em outra – e digo isso por experiência. A premeditação é um erro em se tratando dessa música. Então, nada mais coerente do que gravar utilizando o mesmo método que utilizamos ao vivo, que é simplesmente tocar o que acreditamos. Nesse disco não há “overdubs”, correções, efeitos ou quaisquer artifícios para mudar o que realmente aconteceu. O que se ouve são takes 1 ou 2, jamais 3. Não vejo o disco como um produto que servirá como “cartão de visita” ou qualquer outra coisa que se ouve de alguns músicos hoje em dia. Para mim, o disco é um retrato do momento, e procuro levar isso às últimas consequências. Não há combinados como “tocar solos mais curtos” ou qualquer adequação ao que se imagina ser “consumível”, por exemplo. Nós amamos tocar e o fazemos sem concessões, e fico muito feliz em encontrar músicos dispostos a isso.

Musical Express: Qual foi a maior inspiração para este quinto álbum?
Michel Leme:
A combinação das pessoas envolvidas e o prazer em simplesmente fazer música. Tudo foi muito inspirador desde a gravação até a fase do CD chegar da fábrica. A capa feita com a aquarela da minha amiga Cinthia Crelier; a arte, a mix e a master feitas pelo Flávio Tsutsumi e por mim; enfim, tudo aconteceu de uma forma muitíssimo saudável, num processo altamente prazeroso.

Musical Express: Conte sobre isso de "seguir os seus instintos" na contramão dos padrões do mainstream.
Michel Leme:
Quem faz música pensando em “público alvo” ou com objetivos mercantis (vender, inserir-se no “mercado”, prestígio etc.) está simplesmente envolvido no comércio, não em arte. Há um princípio que eu e os caras que tocam comigo tomamos como norte: fazer música. Então, eu não digo como os Brunos ou o Waguinho devem tocar, eu simplesmente os chamo por curtir o que eles tocam e, no momento de gravar, eles simplesmente tocam o que acreditam que devem tocar. Eu não escolho o repertório baseado em quaisquer “tendências de mercado” ou algo parecido. Nós não tocamos para atingir esse ou aquele público, simplesmente tocamos o que nos deu prazer no momento. Sendo assim, não há objetivos extra-musicais, o objetivo é tocar! E eu também faço questão de não definir o nome do que fazemos além do termo música. E, de fato, não houve nem a intenção de seguir na “contramão do mainstream”. Nós realmente seguimos os nossos instintos e tocamos o que surgiu no momento com toda a honestidade, sem máscaras, sem artifícios ou estratégias. No livro "Poética Musical em 6 Lições", Igor Stravinsky diz que o “instinto nunca erra”, então acho que estamos fazendo a coisa certa.

Musical Express: Quais foram as cordas D’Addario que você usou na gravação e como elas influenciaram?
Michel Leme:
Uso cordas D’Addario Chromes .012 com duas modificações no set convencional: a corda G é desencapada na medida .022 e a primeira E é .013. De fato, essas cordas influenciam tudo que toco desde que estou no cast de endorsers da marca. Elas me dão um timbre lindo, duram bastante e possibilitam acontecer as coisas que se ouve nos sons que faço. Ter um bom equipamento só ajuda, e as cordas D’Addario fazem parte desse contexto.

Para conhecer mais sobre Michel Leme, visite o site oficial aqui.
 

Reproduzido e Customizado por MG